22 de agosto de 2012

Estudo aponta Arapiraca como a 7ª cidade com maior poder de consumo

A cidade de Arapiraca foi listada como o sétimo município do Brasil com maior poder de consumo. Os dados são de uma pesquisa da empresa de consultoria norte-americana MCKinsey, encomendada pela revista Exame.

A pesquisa foi divulgada esta semana na revista e mostra as 100 cidades que integram regiões metropolitanas brasileiras com maior poder de consumo. O estudo levou em conta as cidades de regiões metropolitanas com mais de 100 mil habitantes. O levantamento faz uma projeção de vendas até o ano de 2020.

Segunda maior cidade de Alagoas, com uma população de 214 mil habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de quase R$ 2 bilhões, Arapiraca volta mais uma vez a figurar com destaque positivo na mídia nacional.

A previsão da empresa norte-americana é que até 2020, os estados de Pernambuco, Alagoas, Piauí, Paraíba, Maranhão e Ceará apresentem o maior índice de consumo da região Nordeste.

Em 2010, o consumo do Brasil foi de R$ 2,2 trilhões. O estudo aponta que em 2020 a previsão é que o país consuma 50% a mais, atingindo a marca de R$ 3,5 trilhões. Já o PIB (Produto Interno Bruto) per capita do Brasil em 2010 era de R$ 19 mil. Em 2020 a previsão é que o índice chegue a R$ 26,1 mil.

O presidente do Sindilojas Arapiraca e do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IFEPD, Wilton Malta, comenta que o município tem um distrito fabril de pequeno e médio porte e industrializa uma parte considerável da produção agrícola local, de base praticamente familiar.

Malta destaca ainda que Arapiraca possui a maior feira semanal do Estado e um setor de serviços (médico, bancário e ensino) que atende boa parte do Agreste e Sertão.

Arapiraca tem sido fortemente afetada pelo movimento econômico de cargas, passageiros e representações que tem movimentado o Nordeste em razão de sua posição estratégica entre três estados que têm crescido economicamente mais que Alagoas: Pernambuco, Sergipe e Bahia.

De acordo com Malta, o número de Micro e Pequenas Empresas (MPE) no Sistema Simples corresponde a seis mil e de Empreendedores Individuais (MEI), 1.600. “Essa dinâmica reflete-se no PIB de R$1,7 bilhão (2009) e uma renda per capita de R$ 7.700, maior que a média alagoana”, observa.

Entre 2006 e 2009 (último dado do IBGE), o PIB de Arapiraca cresceu em termos nominais e na média 16,1%, alcançando a 1,7 bilhão, crescimento esse superior ao do estado de Alagoas (10,5%), Nordeste (12,1%) e Brasil (11%).

Dessa forma, o potencial de consumo se reflete na maior capacidade de compra possibilitada pelo forte crescimento econômico do PIB municipal nos últimos cinco anos; diversidade produtiva da economia do município, com grande representação no PIB municipal da pequena e média indústria (15%), comércio e serviços (70%); forte presença das transferências institucionais, pois o Fundo de Participação do Município (FPM) é de R$ 61,4 milhões (dados de 2010), previdência R$ 263,5 milhões, royalties do petróleo R$ 727 mil, SUS R$ 67,9 milhões. As receitas próprias de Arapiraca correspondem a R$ 12,8 milhões.

22 de agosto de 2012

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