04 / 11 / 21

Maceioenses pretendem gastar mais na Black Friday deste ano

Valor do tíquete médio subiu 59,6% comparado a 2020, saindo de R$ 302 para R$ 482

Novembro mal começou e muitas lojas já iniciaram um ‘esquenta’ da Black Friday, antecipando promoções e criando expectativa para a última sexta-feira do mês, dia tradicional da ação promocional. Para estimar o comportamento do consumidor de Maceió no período, o Instituto Fecomércio AL realizou, nos dias 25 e 26 de outubro, a pesquisa de Intenção de Consumo para a Black Friday. De acordo com o levantamento, 34,13% dos consumidores comprarão itens no período, enquanto 16,87% afirmaram que talvez realizem compras. Com isso, a data deve movimentar R$ 33,5 milhões na economia da capital.

Embora a projeção para este ano esteja 1,47% menor do que o movimentado em 2020 (R$ 34 milhões), o tíquete médio, que é o valor que as pessoas pretendem investir nas compras, aumentou 59,6%, chegando a R$ 482,50 (ano passado foi de R$ 302,17).   O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio, explica que, mesmo com a manutenção do volume de recursos injetados, já que o montante deste ano é praticamente igual ao do ano passado, gerando uma compensação entre preço e quantidade, uma vez que os consumidores estão dispostos a adquirirem produtos de maior valor.

Essa intenção do consumidor gastar mais reflete que a data vem se consolidando no mercado. Tanto que, segundo a pesquisa, 80,5% dos entrevistados disseram acreditar nos descontos promovidos, seja de forma total (23,7%) ou parcial (56,8%). Os eletrodomésticos (26,8%) e os eletroeletrônicos (19,8%), ou estes dois tipos de produtos na mesma compra (3,9%), estão no topo da preferência dos consumidores. Talvez por isso o Centro de Maceió, que concentra uma boa variedade de lojas voltadas a estes itens, seja o local que 41,2% das pessoas irão, enquanto os shoppings responderão por 15,9% do público. Mas há quem deseje realizar suas compras no conforto de casa: 40,4% dos que pretendem gastar afirmaram que irão realizar suas aquisições via internet. “Vale lembrar que ainda estamos em tempos de pandemia e parte dos consumidores optarão pelas compras online como forma de evitar as aglomerações que tanto marcam a data. Some-se a isso o fato de a internet possibilitar acesso a lojas que ainda não possuem pontos físicos ou franquias em Maceió”, avalia o economista, complementando que, no geral, as empresas acabaram se adaptando bem a este mercado virtual.

Para o presidente da Fecomércio, Gilton Lima, a data contribuirá para o estímulo das vendas e ocorre num momento em que a a perspectiva dos setores é positiva. “A Black Friday vem sendo incorporada à cultura brasileira por uma demanda de mercado. Pela proximidade com o período natalino, a data é, para o comércio em geral, uma aquecimento de vendas para o final de ano”, ressalta.

Mais dados

Outros produtos que estão na lista dos consumidores são: vestuário (6,6%), Artigos de decoração (4,7%), brinquedos (3,5%), brinquedos e vestuário (1,6%), computador/notebook (1,6%), relógios/óculos (1,6%) e calçados (1,2%).

Dos 49% que não irão consumir no período, 33,6% não percebem um desconto real, 16,19% estão mais cautelosos, 15,38% estão endividados, 14,17% não têm o costume de comprar no período e 8,91% estão desempregados. A incerteza quanto ao recebimento do 13º salário foi o motivo indicado por 1,62% dos entrevistados como a razão para não comprar.

Entre os que pretendem consumir na data, 45,53% pretendem comprar um item; 30,35% irão adquirir dois produtos, 14,79% vão investir em três e 2,72% comprarão quatro. O investimento em cinco ou mais será a opção 6,61% dos consumidores.

Quanto aos valores que serão gastos, 56,42% estimam desembolsar mais de R$ 400. Outras opções serão: até R$50 (2,72%); entre R$ 51 e R$100 (6,61%); entre R$101 e R$150 (7%); entre R$151 e R$200 (8,56%); entre R$201 e R$250 (5,84%); entre R$251 e R$300 (4,67%); entre R$351 e R$350 (3,11%); e entre R$351 e R$400 (5,06%). Os valores serão pagos de forma parcelada no cartão de crédito (61,48%), à vista em dinheiro (19,46%), à vista via cartão de débito (14,01%) e no rotativo do cartão de crédito (4,67%).

Pelo próprio apelo da ação Black Friday, as promoções (29,96%) e os preços (17,9%) serão os motivos que farão os consumidores entrarem nas lojas, seguidos da qualidade dos produtos (8,95%), praticidade (8,56%), recepção dos vendedores (7%), conforto (6,23%) e variedade (5,45%).

Relatório completo AQUI.

04 / 11 / 21