13 / 09 / 21

Setembro Amarelo: Fecomércio engajada na conscientização contra o suicídio

Entidade convidou a psicóloga Lavínia Lins para falar sobre o tema

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, os colaboradores da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) receberam a psicóloga Lavínia Lins para uma palestra “Burnout, pandemia e suicídio: quebrando tabus”. O encontro foi organizado pela gestora de Recursos Humanos da Federação, Tahinara Franquêta, e aconteceu a sede da entidade.

Para o presidente da Fecomércio, Gilton Lima, iniciativas como essa são importantes para conscientizar os colaboradores e minimizar ações no ambiente de trabalho que venham a desencadear alguma desta situação. “Às vezes, enfrentamos situações e não nos damos conta de como elas nos afetam. Por isso, assim como devemos zelar pela saúde do nosso corpo, é necessário cuida da saúde mental”, afirma.

Opinião semelhante tem o superintendente da entidade, Allan Souza, que ao apresentar a palestrante, destacou que os conhecimentos discutidos não se restringirão ao público da Federação. “Seremos multiplicadores das informações aqui colocadas. Um assunto sério e que merece ser debatido para ajudar a quem precisa, inclusive, entre nossos familiares e amigos”, destaca.

Conscientizando os presentes de que a autossuficiência não existe, pois a dinâmica da vida requer a interação, devendo haver um equilíbrio entre o fazer só e o fazer coletivo, a psicóloga falou que a Síndrome de Burnout acomete, no Brasil, 30% da população economicamente ativa. Na pandemia, entre os trabalhadores dos serviços essenciais (aqueles que continuaram na ativa mesmo diante dos decretos de isolamento social), 47,3% relataram ter desenvolvido depressão ou ansiedade e, destes, 27,4% desenvolveram as duas doenças. O abuso de álcool aumentou para 44,3% desses trabalhadores e 42,9% relataram ter prejuízo no sono.

“Não há métricas para a dor. Cada pessoa sente de um jeito, numa intensidade única, por um tempo que não se pode prever. Aprendamos a não julgar. Aprendamos a acolher e a respeitar; essa é a única regra”, orienta Lavínia. E são dores que precisam ser cuidadas. Por isso, é importante estarmos atentos aos sinais que o corpo nos envia, como alterações nos batimentos cardíacos, insônia, fadiga, sentimentos de incompetência, dentre outros. Negligenciá-los pode levar a uma depressão profunda e, infelizmente, acabar em suicídio.

No mundo, 800 mil pessoas cometem suicídio anualmente, o que equivale a 1 suicídio a cada 40 segundos. No Brasil, a depender da região e de outros fatores, os homens cometem de 3 a 4 vezes mais o ato do que as mulheres e, em 90% dos casos, há pelo menos uma doença mental relacionada, sendo na maioria a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de drogas.

 

Ajuda

O movimento SOSVida, contra a depressão e o suicídio, desenvolve o projeto Depressão Tem Cura e auxilia, gratuitamente na superação de processos depressivos, transtornos de ansiedade e conflitos emocionais. São agentes em todo o território nacional dispostos a ajudarem nesse processo de recuperação. Em Alagoas, o número de contato é (82) 9 9920-1230. Basta ligar!

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