
O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, e representantes do setor apresentaram hoje ao presidente da Câmara, Michel Temer, argumentos contra a votação da PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (PEC 231/95) neste ano. Eles estiveram reunidos hoje com Temer na Câmara.
Os empresários argumentaram que a votação de uma PEC em ano eleitoral é “problemática”, pois seu objetivo - instituir benefício para o trabalhador – pode se constituir em mecanismo de pressão política e acabaria forçando os parlamentares a votar a favor da proposta.
Qualificação profissional
Clésio afirmou ainda que a redução da jornada de trabalho não contribuirá para aumentar os índices de emprego no País. Ele aponta a falta de qualificação como uma das principais causas do desemprego.
O presidente da CNT citou como exemplo da importância da qualificação no mercado de trabalho a necessidade crescente de conhecimento de informática para dirigir caminhões e operar trens. Ele lembrou que esses veículos são hoje quase inteiramente controlados por computador e exige dos motoristas e operadores familiaridade com o equipamento.
Construção civil
Também participaram da reunião representantes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Os empresários do setor alegam que redução da jornada vai aumentar os gastos, o que poderia resultar em uma desaceleração nas contratações para compensar a perda de competitividade. Outra consequência imediata, segundo eles, será o aumento do custo direto das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. (Agência Câmara)
NOTA DA CNC:
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) foi representada no encontro pelos Vice-Presidentes Luiz Gil Siuffo Pereira e Antonio Airton Dias; pelos diretores Laércio Oliveira e Jefferson Simões; e pelo Sr. Ermínio Lima Neto, membro da Câmara de Serviços Terceirizáveis.
Os representantes da CNC expressaram-se contrariamente à redução da jornada de trabalho (PEC 231/1995), solicitando ao presidente Michel Temer que a matéria não seja votada em 2010, por ser ano de eleições.
Os empresários do comércio também expuseram as suas razões de apoio ao Projeto de Lei 4302/1998, de autoria do Poder Executivo, que trata de terceirização de serviços e que atende às expectativas patronais, pedindo ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer, que coloque a matéria em votação.

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