9 de setembro de 2014

Intenção de consumo cai pelo segundo mês consecutivo em Maceió

Pelo segundo mês consecutivo, a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) indica queda nas expectativas de compra dos consumidores da capital alagoana. Realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (IFEPD), a pesquisa avaliou um universo de 500 famílias.
Em agosto, o ICF alcançou 130,6 contra 135,3 pontos em julho, registrando queda de 3,4%. Em comparação com agosto de 2013, o recuo foi de 4,8%. Na média de 2014, o ICF registra 133,6 pontos, com expectativa de aproximação do resultado verificado ano passado (134,6 pontos). Desde o último resultado positivo, quando marcou 138,1 pontos em junho, o índice já reduziu 5,4%.
A redução de consumo afetou mais as famílias que ganham até dez salários mínimos. Nessa faixa salarial, o índice alcançou 128,5 pontos, o que representa uma queda de 3,6% em relação a julho; mês que marcou 133,4 pontos. Já entre as famílias que ganham entre dez ou mais salários mínimos, a intenção de consumo obteve variação de – 0,8%.
Para o Instituto Fecomércio AL, provavelmente os principais motivos para o recuo na intenção de compras das famílias da capital são o crescimento do nível de inadimplência e as expectativas negativas em relação ao futuro em razão do clima político de véspera de eleições nacionais.
Outro dado apontado pela pesquisa foi a queda na situação de renda atual. Em agosto, o indicador registrou 133,8 pontos; uma redução percentual de – 4% quando comparado aos 139,8 pontos de julho. Assim como aconteceu em julho, o indicador da perspectiva profissional registrou redução, saindo de 116,6 (julho) para 102,7.
Na composição do ICF de agosto, os índices que variaram positivamente foram a compra de bens duráveis (4%) e acesso ao crédito (1%). Já os que variaram negativamente e, dessa forma, contribuíram para a queda do indicador foram: situação do emprego (-3%); nível de consumo atual (-1%) e perspectiva de consumo (-1%), além da situação da renda atual (-4%) e da perspectiva profissional (-12%).

9 de setembro de 2014

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