1 de agosto de 2017

Endividamento e inadimplência sofrem leve redução em Maceió

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de Maceió aponta que houve uma discreta redução do número de endividados, entre julho e junho deste ano, de 1,17%. Em relação à inadimplência, a pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontou uma redução de 14%, ou seja, de 66.831 para 57.479. O resultado do levantamento pode ser consequência do pagamento residual do FGTS inativo e da primeira parcela do 13º salário. O consumidor optou por quitar dívidas e reduzir a inadimplência familiar.

Em 12 meses, o endividamento é 18,21% superior a julho de 2016 e a inadimplência 7,4% acima. A redução do rendimento médio real e o desemprego são as principais explicações para isso. No médio prazo, o aumento da tributação do PIS-Cofins e o anúncio do aumento da conta de luz poderão comprometer as possibilidades de pagamento dos consumidores.

Do universo de 209.888 endividados, isto é, 70,4% da população economicamente ativa, 22,7% estão muito endividados, seja pelo uso de cartões, crediário, cheques, empréstimos ou qualquer outro instrumento financeiro. E 29,2% se consideram numa faixa intermediária. Apenas o percentual de 18,5% da população se classifica como pouco endividada. Ainda há uma faixa da população economicamente ativa que não possui nenhum tipo de conta, 29,6%.

O principal motivo de endividamento continua sendo o cartão de crédito para 79,7% dos endividados. O crediário, que desde abril apresentava maior demanda, cedeu. Agora representa 11% (queda de 1,4 p.p.). Para finalizar, o crédito pessoal agora é de 6,6% das motivações (alta de 2,3 p.p.). Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, o aumento da procura em relação ao empréstimo pessoal pode significar que os consumidores desejam quitar as dívidas como uma forma inteligente de reduzir juros e o valor das parcelas.

Dentre os 57 mil inadimplentes, a pesquisa indica que apenas 5,1% conseguirá pagar suas dívidas totalmente. Já 34,3% apontaram que pagará suas contas atrasadas de forma parcial. A pesquisa revela que 56,8% não terão condições de efetuar o pagamento. Quanto aos dias de atraso para realizar os pagamentos é em média é de 69 dias. “Os endividados permanecem nessa situação, em média, 6,6 meses. Comprometendo, em média, 29,2% da sua renda”, comentou Felippe.

Os dados da pesquisa foram coletados nos últimos 10 dias de junho na capital alagoana. Foram entrevistados 500 consumidores em diversos pontos de comércio de Maceió.

Clique aqui para ler o relatório completo.

1 de agosto de 2017

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