2 de setembro de 2014

Endividamento do consumidor de Maceió registra queda em agosto

O consumidor da capital alagoana está menos endividado. A pesquisa de Índice de Endividamento do Consumidor (IEC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços (CNC) e analisada pelo Instituto Fecomércio de Estudo, Pesquisa e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (IFEPD), aponta que o nível de endividamento do consumidor de Maceió caiu 2,3% em agosto.
Em julho, o índice alcançou 72,3%, mas em agosto houve retração, ficando em 70,6%. O resultado do último mês, quando comparando com agosto do ano passado, sinaliza uma redução de 11%. Considerando os números do endividamento registrados neste ano de 2014, percebe-se que os indicadores são melhores, pois na média anual (considerando o mesmo período), o IEC de 2014 ainda permanece abaixo do nível registrado no ano passado: 67,8% contra 74%, respectivamente.
O percentual de consumidores com dívidas atrasadas também declinou, saindo de 21,5% para 20,4%; uma queda de 5,1%. No período de um ano (agosto/13 a agosto/14), a taxa de consumidores com dívidas atrasadas é menor em 34,8%. Na média, até o momento o indicador alcançou 21,8%. Em todo ano de 2013 o registrado foi 29,2%. Com base nestes dados, percebe-se que o mês de agosto registra uma importante redução do nível de contas em atraso dos consumidores da capital.
Já a taxa de inadimplência apresentou crescimento pelo quarto mês consecutivo, alcançando 8,7% dos entrevistados. Em relação ao mês de julho, isto significa um crescimento percentual de 20,8%; tendência preocupante, pois o nível alcançado em agosto já se encontra a média do último semestre de 2013. Entretanto, considerando a média anual, a taxa de inadimplência em 2014 ainda é melhor do que a verificada no ano passado: respectivamente 6,1% e 7,83%.
Para o Instituto Fecomércio AL, os números gerais do endividamento do consumidor de Maceió estão numa situação confortável quando comparado aos níveis registrados em 2013. A preocupação fica por conta da continuidade de elevação da taxa de inadimplência, que pode ser explicada pelos níveis altos das taxas de juros sobre o crédito e financiamento, comprometendo a capacidade de pagamento futuro dos consumidores.

Comprometimento
O cartão de crédito lidera o tipo de dívida mais comum entre os consumidores da capital alagoana (84,7%), seguido dos carnês de lojas (10,9%) e financiamento de casas e carros (4,8% e 4,2%). Apesar de elevado, esse nível de comprometimento da renda foi maior em 2013, quando ultrapassou os 90%.
As famílias que ganham mais de 10 salários mínimos (s.m.) foram as que mais utilizaram e se endividaram com cartões de crédito em agosto (88%).
Considerando o limite prudencial de 30% da renda que deve ser comprometida com dívidas, ocorreu redução em agosto quando comparado com o mês anterior (34% contra 35%). As famílias que mais comprometeram renda com pagamento de dívidas e encargos foram as que ganharam até 10 salários mínimos (s.m.), com 34%. Essa mesma faixa salarial foi a que mais se utilizou a se endividou com os cartões de crédito, registrando um percentual de 88%.

2 de setembro de 2014

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