22 de julho de 2014

Endividamento do consumidor da capital permanece estável em junho

O nível de endividamento do consumidor de Maceió continua estável, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e analisada pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (IFEPD).
De acordo com o estudo, o Índice de Endividamento do Consumidor (IEC) alcançou, em junho, 72,6% do total dos consumidores pesquisados, o mesmo percentual registrado em maio, ou seja, não houve alterações na composição de endividamento. Entretanto, quando comparado ao percentual registrado no mesmo período do ano passado, IEC diminuiu 5%, demonstrando, mais uma vez, que até o momento os indicadores de endividamento no ano de 2014 estão melhores do que os do ano passado. Considerando a média anual, o índice de endividamento deste ano é de 66,5%; abaixo do registrado no ano passado, quando foi de 74%.
O percentual de consumidores com dívidas atrasadas também não foi alterado. Em junho, o resultado foi igual ao verificado em maio passado. Porém, ao se analisar o este percentual no mesmo período de 2013, a taxa de consumidores com dívidas atrasadas é menor em 43% (22,6% contra 41,4%). Na média, em 2014 o indicador alcançou 22,2%, em 2014, contra 29,2% em todo ano de 2013. A partir destes números, percebe-se que houve redução do nível de contas em atraso dos consumidores da capital alagoana.
Por sua vez, a taxa de inadimplência voltou a crescer, ultrapassando a casa dos 6,5%, contra 5,7% registrados em maio; uma elevação percentual de 15,8%. Comparando junho de 2014 com o de 2013, o resultado não se alterou. Na média do ano, a taxa de inadimplência em 2014 é melhor que a verificada ano passado (5,36% contra 7,83%).
Na análise do Instituto Fecomércio/AL, os números gerais do endividamento do consumidor da capital alagoana continuam melhores do que os registrados no ano passado. A única alteração para o mês de junho foi o aumento da taxa de inadimplência. Esse crescimento pode ser relacionado aos elevados custos financeiros das dívidas e sua rolagem em razão das taxas de juros altas no país. Por outro lado, a forte redução do nível de contas em atraso pode ser um indicador muito favorável da redução da taxa de inadimplência para os próximos meses.
Comprometimento
O cartão de crédito lidera o tipo de dívida mais comum entre os consumidores da capital alagoana (84,8%), seguido dos carnês de lojas (10,6%) e financiamento de casa (6,3%). As famílias que ganham até de 10 salários mínimos (s.m.) foram as que mais utilizaram e se endividaram com cartões de crédito (85%). Já as que ganham acima de 10 s.m. – pelas características da estrutura de consumo – endividam-se mais com financiamento de carro (14,3%), casas (12,9) e outras dívidas (10%).
Considerando o limite prudencial de 30% da renda que deve ser comprometida com dívidas, a família da capital alagoana conseguiu – na média – ficar um pouco acima (34,5%). Em relação a maio (32,7%), esse indicador cresceu 5,5%. As famílias que mais comprometeram renda com pagamento de dívidas e encargos foram as que ganharam até 10 s.m. (34,7%).

22 de julho de 2014

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