15 de setembro de 2014

Comportamento do consumidor arapiraquense passa a ser analisado por pesquisa

Uma parceria entre o Instituto Fecomércio/AL de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD/AL), a Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços (Semics), e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal – Campus Arapiraca e Sertão), irá realizar pesquisas de intenção de compras dos consumidores arapiraquenses em datas comemorativas. O início da parceria, que conta com o apoio do Sindilojas Arapiraca, ocorreu com a recente pesquisa para o Dia dos Pais, realizada em agosto. A próxima será sobre o Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro.

A ideia da parceria é começar a solidificar um banco de dados com informações específicas do município de forma que possa subsidiar o planejamento de políticas públicas. Neste primeiro momento, a parceria abrange a intenção de consumo em datas pontuais, mas futuramente, as instituições envolvidas pretendem realizar pesquisas específicas sobre o comportamento do empresariado, o desenvolvimento do comércio de bairros e o endividamento dos consumidores do município.

A secretária municipal de Indústria, Comércio e Serviços, Myrka Lúcio Barbosa, explica que esse é um processo importante para fomentar o crescimento do município. “Sentimos que estávamos deficientes nessa questão de pesquisa; de realmente ter números concretos para que pudesse compreender o comportamento do consumidor e, também, trabalhar junto ao empresário a possibilidade de crescimento e desenvolvimento econômico de nossa cidade. Arapiraca cresce rapidamente, mas precisamos ter um parâmetro de onde investir, onde construir políticas que deem sustentabilidade a esse desenvolvimento econômico e, por outro lado, também saber que – dentro desse desenvolvimento – têm os empresários que também necessitam falar o que estão precisando para evoluir na política pública”, destacou.

Para ela, os resultados poderão ser melhor avaliados dentro de um ano, quando será possível comparar a evolução dos índices. “Teremos uma estatística mais completa de forma que poderemos possibilitar, tanto aos empresários quanto aos clientes, uma ideia do consumo e da venda dos produtos que movimentam o mercado de nossa cidade”, pondera.

Essa forma de pensar da secretária é confirmada pelo coordenador do Instituto Fecomércio AL, Humberto Calmon, mas ele explica que a ausência de indicadores anteriores não impede a avaliação dos dados atuais. “Embora dados comparativos facilitem o processo de análise, independentemente de haver algum levantamento anterior, as pesquisas oferecem informações consistentes que, aliadas ao contexto econômico, nos permitem fazer uma avaliação coerente sobre o desenvolvimento do município e, dessa forma, auxiliam o planejamento de políticas públicas”, esclarece.

Extensão
O levantamento dos dados que são tabulados pelo Instituto Fecomércio AL é realizado por alunos da Ufal, dos cursos de Administração e de Economia – respectivamente Campus Arapiraca e Sertão – sob orientação do professor de economia Hérmani Magalhães.

De acordo com o docente, a parceria contribui não apenas para a criação de um banco de dados para a universidade, mas também promove a extensão curricular dos alunos. “Quando surgiu a demanda inicial da pesquisa de intenção de compra do comércio de Arapiraca, vimos que era importante a Universidade entrar no projeto porque não temos base de dados para analisar essas datas comemorativas e os alunos não tinham prática em pesquisa de campo. Esse envolvimento dos alunos está contribuindo muito porque, na formação acadêmica deles, é dada uma carga de estatística e análise, mas faltava a percepção disto na prática; o que é possível agora”, ressalta Hérmani.

Em sua visão, além de engajar os alunos na vivência enquanto pesquisador, a parceria também permite que estes mesmos alunos, de forma conjunta com os professores, analisem os resultados das pesquisas. “Em Alagoas, não temos uma instituição que monitore esses dados com frequência. Temos dados pontuais, a exemplo do IBGE que faz pesquisas temporais, mas faltavam dados mais regionais. Esse tipo de parceria estimula a prática da pesquisa com uma regularidade maior. Então, acaba sendo um indutor para que as análises dos setores econômicos do município e do Estado comecem a ser mais pesquisados. Principalmente no interior de Alagoas, onde a gente não tem dados com muita frequência; o que acaba por prejudicar a pesquisa acadêmica”, assevera o docente.

15 de setembro de 2014

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