26 de março de 2020

NOTA OFICIAL

Fecomércio estima perda de R$ 530 milhões no faturamento das empresas durante quarentena

Em Nota Oficial divulgada na tarde desta quinta-feira (26), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) solicita ao governador Renan Filho que não seja prorrogada a medida que determinou a paralisação da maior parte das atividades comerciais durante 10 dias, o qual acabará no próximo dia 30. A suspensão teve como fundamento o estado de calamidade pública decretado na última sexta-feira (20).

A Federação pede que sejam pensadas medidas alternativas de modo que os interesses sociais e do setor terciário andem lado a lado no enfrentamento da pandemia do Covid-19, resguardando o cumprimento das orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

“A Fecomércio reconhece a importância das medidas de proteção coletiva no intuito de preservar a saúde da população alagoana, preservando nosso capital humano. Reconhece, também, que a suspensão das atividades do Comércio e de Serviços gera o desaquecimento da economia e, como consequência, o desemprego. É preciso equilibrar os interesses da sociedade e do setor produtivo para que o desenvolvimento seja contínuo, criando oportunidade a todos”, disse em nota o presidente da Federação, Gilton Lima.

 

Números

De acordo com a Fecomércio, durante os 10 dias da suspensão, R$ 530 milhões de reais deixarão de ser faturados pelo setor terciário, ou seja, pelos segmentos do comércio e serviços de Alagoas. A projeção exclui serviços essenciais que não foram afetados pela paralisação, como os serviços de eletricidade, água, gás, esgoto, alimentação e serviços de saúde privados. O cálculo foi baseado gerado por estes segmentos, que é de R$ 19 bilhões, correspondendo a uma atividade diária de R$ 53 milhões de reais. Caso o governo opte por prorrogar o prazo de suspensão por mais 20 dias, o prejuízo acumulado será de R$ 1,6 bilhão.

Em Alagoas, o setor terciário representa 49% do PIB e emprega 66% dos trabalhadores em regime celetista, além de responder por 83,33% dos empreendimentos e por 44% da arrecadação de ICMS do Estado. Por isso, a suspensão também gera perdas para o Estado, que precisa de orçamento para contingenciar o avanço da pandemia. Considerando a série histórica da arrecadação, a perda de arrecadação do Estado durante os 10 dias de atividade quase zero do setor terciário é estimada em R$ 47 milhões de reais. Havendo prorrogação e totalizando 30 dias, o montante poderá chegar a R$ 130 milhões.

Confira a íntegra da nota.

26 de março de 2020