27 de julho de 2018

O momento da ciência e tecnologia em Alagoas

Em Alagoas a política pública de CT&I tem priorizado os investimentos em formação de recursos humanos com a concessão de bolsas e no desenvolvimento de projetos de cunho científico e para inovação

Em julho de 2018, Maceió recebe o maior evento de ciência, tecnologia e inovação da América Latina. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) comemora seus 70 anos de criação realizando sua reunião anual na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), entre os dias 22 e 28 do referido mês. A SBPC congrega 140 sociedades científicas do país e possui 5 mil filiados. O evento promete atrair cerca de 12 mil pessoas.

A sua realização é um sintoma que nosso sistema de produção de ciência, tecnologia e inovação tem avançado em Alagoas. Nossas pesquisas na área de saúde colocam Alagoas como referência nacional no diagnóstico precoce de câncer bucal. Também somos referência em estudos sobre fendas orais, inclusive com projetos de pesquisa premiados em nível nacional.

Recentemente, o Ministério da Saúde destinou R$ 2,3 milhões para criar um laboratório em estudos de célula tronco voltados para doenças raras, na Universidade Federal de Alagoas. Possuímos pesquisas de ponta no melhoramento genético da cana de açúcar e vários laboratórios nas áreas de ciências biológicas, química, física, computação e engenharias na Ufal são modernos e bem equipados.

Alagoas também testemunha o crescimento de outras instituições de ensino superior com responsabilidades com o desenvolvimento da ciência, a exemplo do Cesmac e UNIT, além da Uneal e Uncisal. Uma espetacular infraestrutura e muitos projetos de desenvolvimento tecnológico emergem das 17 unidades do Ifal, espalhados por todo nosso território. As escolas públicas estaduais de tempo integral estão surpreendendo pela qualidade e favoráveis perspectivas do desenvolvimento do ensino científico e técnico.

Passo importante foi dado com a criação da unidade própria da Embrapa Alagoas. A concepção dessa nova unidade será desenvolver pesquisas e ciência nas áreas de “segurança alimentar, nutrição e saúde e de agregação de valor aos produtos da biodiversidade, com seus desdobramentos tecnológicos, especialmente na utilização e valorização de produtos da nossa rica biodiversidade”. Essa nova unidade potencializará a capacidade de fazer ciência de alta qualidade, com efeitos positivos diretos, especialmente, para a agricultura familiar em Alagoas.

A importância de Instituições como Sebrae, Fiea e Fecomércio, com seus respectivos sistemas no apoio às iniciativas no campo da ciência e tecnologia tem sido fundamental. Estão sempre atuando nessa direção, promovendo debates públicos, eventos e abrindo espaços para o diálogo.

O fundamental para que o sistema de ciência, tecnologia e inovação continue avançando em Alagoas são as condições de financiamento e sua perenidade. Nesse sentido, ao contrário do cenário de restrições e cortes observados no plano nacional, em Alagoas a política pública de CT&I tem priorizado os investimentos em formação de recursos humanos com a concessão de bolsas e no desenvolvimento de projetos de cunho científico e para inovação.

Fábio Guedes Gomes, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e professor da Graduação e Mestrado em Economia na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

27 de julho de 2018

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