6 de março de 2018

Festas de fevereiro contribuíram para elevar a confiança do empresário do Comércio

A alegria carnavalesca repercutiu no otimismo do empresário do comércio de Maceió e, em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) apresentou tendência de alta de 0,78%, segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em relação ao mesmo mês do ano passado, os empresários da capital estão 22,16% mais confiantes.

O peso trazido com o mês de janeiro – que vem acompanhado de tributos, matrículas e materiais escolares – movimentou uma cadeia importante, mas não foi o suficiente para o Comércio e Serviços da capital, apresentando queda nas expectativas. “Por outro lado, as festividades de fevereiro acabaram dando uma sacudida na confiança, tirando-a da estabilidade. Mesmo com a interrupção da maior parte das atividades econômicas por quase quatro dias, é um mês que movimenta diversas cadeias de consumo, principalmente os setores do Comércio, Serviços e Turismo, os que mais empregam no Estado”, avalia Felippe Rocha, assessor econômico da Fecomércio.

 

Indicadores

De acordo com o levantamento, o empresário está confiante na economia, no Comércio e na sustentabilidade das empresas, tendo o indicador apresentado alta de 10,12% em relação a janeiro. Mas apesar de estar otimista no momento presente, o empresário do comércio ainda tem desconfiança sobre como a economia irá responder ao longo do ano.

Para o economista, a desconfiança é compreensível, já que os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizam o crescimento de 1% para a economia brasileira em 2017 e com inflação abaixo de 3%. “Mas e quanto a 2018? Os empresários se perguntam se a ociosidade da indústria será preenchida, se os empregos continuarão a ser gerados e se os consumidores se manterão nos ambientes de consumo. São significativas incertezas”, pondera.

A pesquisa do Instituto Fecomércio sinaliza que, em relação ao emprego, o setor de Comércio de Maceió contratou mais do que demitiu em janeiro (melhor saldo desde 2007). “Alagoas respondeu bem à redução do desemprego ao longo de 2017, reduzindo em 2 pontos percentuais, ficando acima da taxa de desemprego do Brasil. Entretanto, as dúvidas criam uma névoa de insegurança para o empresário que não enxerga situação de continuidade de consumo para o restante do ano”, explica Felippe ao observar que houve redução de 2,09% neste subindicador.

Neste cenário, se não há certezas sobre o futuro da economia, do comércio e da manutenção das atividades empresariais em longo prazo, reflete sobre as decisões individuais de investir e contratar. Em janeiro, é natural haver redução na intenção de contratar e investir porque é o período final das contratações temporárias e das compras de final de ano. E fevereiro, mesmo com as demandas carnavalescas, reforçou esse aspecto, diminuindo em 3,42% as intenções. O indicador de contratação de funcionários registrou queda de 9,3%. “O que não quer dizer que não haverá contratações, apenas que a maior parte das empresas está se reposicionando”, observa.

Relatório completo disponibilizado no site do Instituto Fecomércio AL.

6 de março de 2018

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