16 de outubro de 2017

Possibilidade de novos investimentos na hotelaria alagoana foi discutida na Fecomércio

A possibilidade de novos investimentos na hotelaria alagoana foi assunto de um encontro ocorrido hoje (16) à tarde, na sede da Fecomércio Alagoas. A assessora da presidência, Cláudia Pessôa, recebeu o diretor e a consultora da CBRE Brasil, Gilberto Martins e Raissa Hukai. A assessora técnica da Federação, Izabel Vasconcelos, também participou do encontro.

A CBRE trabalha com consultoria e avaliação de investimentos hoteleiros e, no Brasil, atua desde 1979, embora tenha sido fundada em 1773, em Londres. A vinda de representantes do grupo ao Estado visa analisar se o cenário econômico está favorável a novos investimentos. Para auxiliar nesse processo, o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, apresentou uma análise do potencial turístico em Alagoas e na capital Maceió.

Em termos gerais, os setores do Comércio, Serviços e Turismo respondem por 71,49% do PIB, gerando 26.640 bilhões. São 132.092 mil empresas no segmento, o que equivale a 84,36% do número absoluto de empresas alagoanas. Citando dados do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), o economista disse que Maceió possui 108 equipamentos de hospedagem com 16.086 leitos. O turismo da capital gera 3.148 empregos permanentes e 96 temporários. Em relação ao fluxo de turistas, 35% dos nacionais são de São Paulo, 15% do Rio de Janeiro, 15% de Pernambuco e 14% da Bahia. Já a metade dos turistas internacionais vem da Argentina (50%), seguidos da Itália (17%) e do Chile (16%). “Mesmo com o amplo período de chuvas que tivemos esse ano, houve um aumento de 30% de turista internacional em relação ao mesmo período de 2016. O que houve mesmo foi uma baixa do turismo doméstico”, observou.

A taxa de ocupação média é maior na alta temporada, com 90,9%, enquanto na baixa é de 64,6%, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Alagoas (Semptur) para o ano de 2015. E além de conhecerem as belezas naturais, 63% dos visitantes adquirem produtos de comunidades locais, como artesanato, frutas e hortifrúti. E ainda há a infraestrutura de bares e restaurantes, que tem capacidade e preparo para acomodar bem cerca de 32 mil pessoas sentadas, chegando a 98.490 pessoas ao dia.

O especialista ainda lembrou que o contexto econômico é positivo para o Turismo no Estado, já que Alagoas terá 22 novos hotéis e resorts abertos até 2019, com investimentos que totalizam pelo menos R$ 329,5 milhões, bem como a estimativa de que o Porto de Maceió invista R$ 31,7 milhões visando facilitar a atração de cruzeiros turísticos para o Estado – incluindo a construção do terminal de passageiros – e aumentar a capacidade de escoamento da produção em até 30%. “Já tivemos até 62 paradas de cruzeiros aqui, mas hoje é muito pouco; não chega a 20. Embarques não temos mais. Hoje os cruzeiros que vêm têm origem em Recife e no Sul do País”, explicou Cláudia Pessôa.

Sobre a possibilidade de investimentos, o diretor da CBRE afirmou que os investidores ainda colocam São Paulo e Rio de Janeiro como primeiras opções, mas não descarta a retomada do interesse pelo Nordeste. “Inicialmente o que estamos sentindo é que os investidores internacionais primeiro olham São Paulo e Rio de Janeiro. Mas nós antecipamos, antes da crise, que Nordeste tinha muitas condições de investimentos. Nós achamos que esse período não vai mais voltar com o mesmo entusiasmo. Mas o investidor estrangeiro volta a olhar novamente para o Brasil. E, no Nordeste, o mercado de lazer começa a ser citado, a despertar um interesse”, ponderou.

16 de outubro de 2017

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