7 de agosto de 2017

Cetur AL participa de seminário sobre os impactos da economia colaborativa

Os “Impactos da Economia Colaborativa – Alimentação, Transporte e Agências de Viagem” foram debatidos em videoconferência nesta segunda (7/08), na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL). O encontro reuniu membros do Conselho Empresarial de Turismo (Cetur AL) e foi transmitido ao vivo pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O presidente da Fecomércio, Wilton Malta, participou do início do encontro, considerado importante devido ao crescimento de serviços por plataformas da economia colaborativa, sendo preciso debater questões como a justa concorrência com a economia tradicional.

A assessora legislativa da Federação, Cláudia Pessôa, acredita que os debates envolvendo os impactos das novas tecnologias no Turismo contribuem para que o Cetur AL avalie como o setor vem se comportando em nosso Estado, uma vez que as empresas, diante dessa nova realidade, precisam rever conceitos e modelos de negócios visando se adaptar a esse novo mercado, além de avaliar como as políticas públicas podem ser formuladas para estimular e fortalecer o setor diante da inovação.

Também participaram da videoconferência representantes do Sindicato dos Guias de Turismo do Estado de Alagoas (SINGTUR/AL), do Sindicato das Empresas de Turismo do Estado de Alagoas (SINDETUR/AL), da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Alagoas (Abrasel AL), da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (ABAV) e da Secretaria de Turismo de São José da Lage.

Debates

A professora doutora em Redes Sociais da Universidade de São Paulo (USP), Dora Kaufman, abriu as palestra com o tema “O impacto da economia colaborativa no setor do turismo”. Para ela, grande parte das empresas tradicionais está se transformando a partir dos novos modelos de negócios e da forma como o consumidor vem se comportando, o que acabam resultando numa economia híbrida com o surgimento do conceito colaborativo.

“Os novos modelos de negócios, as novas formas de interação a partir da tecnologia permitem que nós, como empresas, possamos interagir de forma diferente da anterior. Essa nova dimensão muda a natureza da forma que a gente colabora, mas a colaboração sempre existiu”, observou. Kaufman falou que esse cenário mais interativo resulta da crise na essência do capitalismo, das mudanças culturais e das tecnologias. “Se hoje as pessoas consomem menos, têm um ambiente mais propício para o colaborativismo”, disse, complementando que essa postura é facilitada pela tecnologia e tem a ver com a cultura da sustentabilidade, sendo reforçada pela crise econômica.

O primeiro painel apresentou o tema “O impacto da economia colaborativa e as tendências para a alimentação fora do lar”, sendo divido nos subtemas “Como manter seu negócio e sua clientela”, proferido por Roberto Maciel, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel RJ), e “Como os representantes do setor de alimentação fora do lar estão enfrentando esse desafio”, com Pedro da Lamare, do Sindicato de Bares e Restaurantes (SindiRio).

Roberto Maciel pontuou que, em 2018, haverá maiores mudanças no setor de alimentação fora do lar. “Por que digo isso? Com o avanço da tecnologia, quem sobreviverá e manterá o será aquele que tem criatividade e liderança. Isso em qualquer segmento”, disse. De acordo com Maciel, o setor emprega seis milhões de pessoas e estas devem se adaptar frente às novas tecnologias, como os aplicativos de comercialização de comidas. Para ele, nesse cenário os restaurantes serão pontos de entretenimento. “Esse [alimentação fora do lar] é o segmento do futuro; do entretenimento. O turismo precisa desse segmento e este precisa do turismo”, finalizou.

A explanação de Maciel foi complementada por Lamare. Para ele, as tecnologias trazem pontos positivos, a exemplo do aumento nas vendas, mas também os negativos. “O iFood às vezes alavanca em 40% as vendas sem que o restaurante aumente sua força operacional. Por outro lado, o giro de mesas nos restaurantes diminuiu porque as pessoas chegam conectadas ao celular. Antes pegavam o cardápio e escolhiam o prato; hoje usam o celular para, depois, pedirem o que comer”, observou.

Outros pontos positivos apontados pelos debatedores foram o fomento à gastronomia e a redução de custos. Há quatro anos, uma média de 15% do faturamento era destinada ao pagamento de pessoal. Hoje, esse percentual é de 24%. Por outro lado, com a venda por aplicativos a tendência é de diminuir custos, a exemplo de aluguel e energia, compensando as despesas.

“O impacto da economia colaborativa e as tendências para o transporte e agências de viagem e políticas públicas” e “O desafio das inovações” foram os outros dois painéis apresentados no terceiro evento da série “Turismo – Cenários em Debate”.

7 de agosto de 2017

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *