8 de janeiro de 2013

No primeiro mês do ano, cresce endividamento do consumidor de Maceió

As despesas realizadas no final do ano repercutiram no orçamento dos maceioenses: o nível de consumidores endividados na capital cresceu em janeiro. Em dezembro, o percentual registrado foi de 63,7%, mas no primeiro mês de 2013 teve alta e alcançou 70%. Os dados são da pesquisa do Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD), em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
Apesar dessa alta, a pesquisa revelou que, dentre dos consumidores endividados, apenas 30,8% afirmou ter alguma conta em atraso; índice bem menor ao registrado em dezembro (32,6%).
O comprometimento da renda familiar dos consumidores com pagamentos de dívidas voltou a crescer. O percentual deste mês alcançou 43% da renda; nível próximo à média registrada para todo o ano de 2012. Com este índice, percebe-se que o nível de comprometimento da renda com dívidas continua alto se comparado com os padrões considerados seguros (30%).
A melhor notícia trazida pela pesquisa é a constatação de que o ano de 2013 se inicia com um nível de inadimplência do consumidor maceioense menor do que o registrado em dezembro: caiu de 7,1% do mês passado para 6,3% neste mês.

Análise
A pesquisa de janeiro é importante porque capta os resultados do comportamento do consumidor durante a melhor época para o comércio, que são as festas de final de ano.
“O nível de endividamento da população maceioense cresceu em janeiro determinado pelas despesas realizadas no final do ano, quando o comércio ficou bastante impulsionado por causa das festas natalinas. Surpreende a redução da inadimplência, porque mesmo com níveis elevados de endividamento e comprometimento da renda familiar, o consumidor da capital alagoana segue honrando seus compromissos e pagando suas dívidas”, avalia o consultor econômico da Fecomércio, Fábio Guedes.
O uso dos cartões de crédito continuou em alta e foram responsáveis por 61,2% das formas de pagamento a prazo, contra 54,3% registrado em dezembro de 2012. Em seguida vem o componente “outros” com 55,1% das formas de pagamento, o que inclui, por exemplo, o uso de boletos bancários e carnês de lojas. Os financiamentos se responsabilizaram por 34,1% (modalidade mais usada na compra de veículos e material de construção), enquanto o uso dos empréstimos pessoal e cheque especial registraram percentual de 10,8%. Já os cheques pré-datados foram utilizados por 3,4% os entrvistados.
Os tipos de despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores foram: outros produtos e serviços (41%), alimentação (30,3%), educação (24,2%), tratamento de saúde (19,5%), vestuário (12,1%), seguros (10,5%), reforma residencial (7,2%), aluguel residencial (6,8%), eletroeletrônicos (4,6%), eletrodomésticos (4,4%), móveis residenciais (3%).
“O fato de outros tipos de produtos e/ou serviços figurarem em primeiro lugar como item de endividamento das famílias, significa uma característica das compras de final de ano, quando os consumidores diversificam seus gastos”, explica Guedes.
Segundo a pesquisa, a causa absoluta para elevação dos níveis de endividamento ainda continua sendo o desequilíbrio financeiro (43,3%).
A pesquisa completa está disponível no endereço www.fecomercio-al.com.br/ifepd/

8 de janeiro de 2013