8 de agosto de 2012

Rui e Lessa foram os entrevistados do terceiro dia de sabatinas

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL) promoveu, nesta manhã (dia 08), o terceiro dia de sabatinas com Rui Palmeira (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT), candidatos à Prefeitura de Maceió. A Série de Entrevistas – Eleições 2012 acontece até amanhã, dia 09, no auditório do Sesc Poço.
O primeiro a ser sabatinado foi Rui Palmeira, que começou falando sobre desenvolvimento econômico. Em sua análise, o setor de serviço e comércio responde por mais de 70% do PIB e a atual gestão não tem uma política para este setor, sobretudo para o empreendedor individual e para a micro e pequena empresa. Ainda sobre o assunto, o candidato disse que as compras governamentais não vêm sendo feita conforme a lei, que garante preferência aos pequenos e médios empresários nas licitações de até R$ 80 mil ou, em caso de licitações maiores, uma reserva de cota de 25%.
Questionado sobre saneamento básico, Rui falou sobre uma obra estadual em parceria com o governo federal e inserida no PAC I, a qual, segundo ele, dobrará a cobertura de saneamento de Maceió, abrangendo parte do Vergel, Trapiche, Ponta Verde e Pajuçara. Em sua análise, afirmou que município foi absolutamente omisso e que, em seu governo, irá buscar recursos junto à União e ao BNDES.
Quando indagado sobre saúde pública, o candidato disse que a atenção básica, obrigação do município, não vem sendo realizada, pois o PSF só atende a 30% e os postos de saúde não suprem a demanda, sendo necessárias pelo menos dez novas unidades de saúde. Rui ainda criticou desrespeito à população, que enfrenta longas filas de madrugada para garantir atendimento nos postos de saúde e, como a maioria não consegue atendimento na unidade básica, acaba havendo a lotação do HGE, que acaba sem cumprir seu papel no atendimento de urgência e emergência. Rua considerou a saúde pública como o grande pecado da gestão Almeida e, ao ser perguntado sobre o que o credencia para assumir como prefeito, o candidato explanou sobre sua carreira pública e suas ações contras “atitudes inaceitáveis”.
Sobre cultura e turismo, afirmou que tratará o turismo de forma profissional, com parcerias com o trade turístico para indicar o secretário e lamentou que, na área cultural, os folguedos foram relegados, além de afirmar que pretende rever a lei de incentivo à cultura. No quesito educação, o candidato disse que pretende aumentar a oferta de vagas com a construção de novas escolas e centros de estudo integral, acrescentando que a educação envolverá atividades extracurriculares, culturais, esportivas e de lazer como forma de manter as crianças ocupadas para evitar o ingresso na criminalidade. Neste quesito, entre as medidas que o município pode adotar para combater a violência, está a colocação da guarda municipal na rua e o trabalho de assistência social.
Aberta a palavra ao público, o candidato foi questionado sobre se há, em seu projeto, políticas de combate à violência contra os homossexuais, no que afirmou que lutará contra a discriminação, seja ela de cunho sexual, religioso, racial ou qualquer outra. Sobre esportes, falou que o município dispõe de uma vila olímpica, no Tabuleiro, mas que não vem sendo utilizada. Para ele, é preciso incentivar as crianças a utilizarem esse espaço e que, em seu governo, haverá um projeto para levar ações aos bairros na área de cultura, esporte e lazer.
Tratando sobre mobilidade urbana, o candidato mencionou que as ciclovias serão prioridades em seu governo, bem como instituir uma política de transporte público de qualidade, pois as tarifas são caras e as condições dos ônibus precárias.
Questionado sobre um possível rateio de cargos em seu governo, Rui disse que foi firmada uma coligação e não espaços políticos. “Certamente quem está nos apoiando participará da educação, mas não ficou vinculado a entrega de secretarias. Para saúde e educação as indicações serão técnicas, pois são áreas críticas”, esclareceu.
Segundo entrevistado
O segundo a ser sabatinado foi Ronaldo Lessa. Indagado sobre como pretende desenvolver a cultura e turismo, Lessa relembrou que, quando foi prefeito da capital em 1992, conseguiu fazer, ao lado do Rei Pelé, um centro de convenções ‘acanhado’, mas que ao ser governador construiu o atual centro de convenções, atraindo o turismo de eventos e modificando a ideia do turismo unicamente sazonal. Além disso, houve a construção do aeroporto, a realização do Maceió Fest (este, ainda enquanto prefeito) e o acesso ao teatro com preços populares.
No tocante à segurança pública, Lessa mencionou que realizou concursos públicos, implantou delegacias especializadas e sistema de policiamento na orla (Oplit), mas que o atual governo desorganizou tudo. Indagado sobre se há, em seu plano de governo, um projeto psicossocial na área de tratamento dos dependentes químicos, o candidato falou que apesar de não ser uma questão específica de Alagoas, Maceió é a cidade que possui pior índice. Ele atribuiu o problema à política de exclusão social. “Nós temos que raciocinar o seguinte: o problema não é a droga; aí é você tratar da conseqüência, não da causa. Nós temos que atingir o que é produz a violência, o que é que está matando a nossa juventude. Se a gente não for tratar disso, nós estamos enxugando gelo. Não adianta criar casas e casas de recuperação de drogados. Precisamos é da política de inclusão social, de cuidar da juventude, de políticas públicas”, declarou.
Quando questionado sobre as condições em que se encontra a área da saúde, Lessa considerou que é um grave problema até na esfera federal e mencionou que, quando prefeito, encontrou 5 postos de saúde e entregou o governo com 40, o que atualmente não é quase nada considerando-se a necessidade da capital. Para ele, é preciso implantar, ao menos, uma maternidade municipal na parte alta da cidade, bem como um hospital municipal, UPAS e PSF, pois o tratamento que o povo está recebendo não é digno. Lessa afirmou que nos últimos 50 anos Maceió foi a cidade brasileira que mais cresceu em densidade democrática. “É a oitava capital da América Latina e a primeira cidade do Brasil em crescimento e os recursos não acompanharam”, frisou.
O candidato afirmou que tem planos para saneamento básico e que Maceió não apresentou avanços nessa área, relembrando a situação do riacho Salgadinho e as línguas negras na orla de uma capital com grande potencial turístico. Para ele, é um problema que precisa ser, inclusive, discutido com o Estado.
Na segunda fase da entrevista, onde houve a participação do público e da imprensa, Lessa foi indagado sobre qual seria o diferencial de sua nova gestão. “O diferencial tem que ser em função do tempo, da necessidade contemporânea. Eu governei aqui com 600 mil habitantes, hoje tem um milhão. Então tem que ter, hoje, via exclusiva para transportes, novos cemitérios, trilhos, não bastam só ônibus; o povo não pode levar duas horas entre o trabalho e sua residência. Nós temos que ter uma secretaria para portadores de deficiência, de uma secretaria da criança e do adolescente. Então é um momento diferenciado e vamos, portanto, dar uma resposta a essa fase que estamos vivenciando. A Maceió de hoje precisa de uma nova resposta, precisa ser uma cidade mais humana”, enfatizou, discorrendo ainda sobre a necessidade de desenvolver mais áreas verdes.
Na análise de Lessa, sobre a parceria entre Estado e Município, o compromisso é com a sociedade, não devendo ficar amarrado à políticas partidárias. Sobre mobilidade urbana, falou que não tem uma proposta final, mas que as conversas já foram iniciadas com o objetivo de dar qualidade ao povo. Mais especificamente sobre transporte público, afirmou que implantou a passagem única e o sistema de integração do transporte, mas que Maceió precisa de um novo planejamento na área, incluindo o transporte de trilho
A Série de Entrevistas Eleições 2012 será encerrada amanhã, quanto participarão os candidatos Galba Novaes (PRB) e Sérgio Cabral (PPL). As sabatinas terão inicio às 9h, no auditório do Sesc Poço.

8 de agosto de 2012

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