7 de agosto de 2012

No segundo dia, Fecomércio sabatina Nadja Baía e Alexandre Fleming

Dando continuidade à Série de Entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Maceió, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) sabatinou, na manhã de hoje, no auditório do Sesc Poço, Nadja Baía (PPS) e Alexandre Fleming (PSOL). Numa primeira etapa, foram feitas perguntas elaboradas pela entidade e, em seguida, a palavra foi franqueada à imprensa e ao público presente.
Nadja Baía, primeira a ser sabatinada, começou lembrando que hoje se comemora seis anos de Lei Maria da Penha, e que é preciso que os gestores públicos zelem pelo seu cumprimento. Questionada sobre como pretende fiscalizar o uso das verbas destinadas à educação, Nadja mencionou que, quando vereadora por Maragogi, sempre se preocupou em fiscalizar a destinação das verbas e que, como prefeita, irá cuidar a execução do orçamento público e da fiscalização para garantir que as crianças tenham o direito à educação e à merenda escolar resguardados.
Sobre desenvolvimento econômico, a candidata falou que a agenda econômica tem ordem de prioridade. Segundo ela, Maceió é uma cidade injusta, pois não proporciona oportunidades a todos, o que requer um trabalho na área social e reflete uma ausência de uma política de base que garantisse educação.
Abordando o tema saúde, a candidata explicou que é uma área na qual precisa dar prioridade durante a gestão municipal. “Eficiência na aplicação do dinheiro público para a saúde pública, porque dinheiro tem, ele não é aplicado. Apenas 6% de aplicação do orçamento para a saúde é irrisório. Nós precisamos garantir a aplicação de 15%, no mínimo, desse orçamento para a saúde pública. E aí com certeza nós garantiríamos, no mínimo, 50% de cobertura do PSF e a resolutividade das ações do PSF”, afirmou, complementando sobre as precárias condições que a população encontra na saúde.
No tocante ao transporte público, Nadja relembrou que foi coordenadora da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). Segundo ela, o Fundo Municipal de Transporte Urbano tem, como arrecadação, 3% a ser descontado da tarifa paga pelo passageiro. Numa conta superficial, considerando 23 milhões de passageiros que circulam em Maceió, isso representa uma receita de R$ 897.000,00 mês, ou cerca de R$ 11 milhões ao ano; por isso, é injustificável Maceió apresentar um sistema de transporte atrasado, desrespeitoso. “A questão do transporte público em Maceió não é falta de dinheiro; é falta de gestão”, criticou. Nadja falou, também, sobre transporte alternativo, o qual, segundo ela, carece de lei, mas que é preciso desenvolver um projeto na área para que esses trabalhadores não caiam na marginalidade.
Entre as metas de governo, a candidata falou que pretende, em parceria com o Exército Brasileiro, transferir a sede do 59º Batalhão (localizado no bairro do Farol) para uma área rural e instalar, no local, o Instituto de Tecnologia de Maceió. Da mesma forma, criar um centro de serviços onde funciona a Pecuária, no bairro do Prado. Sobre saneamento, Nadja disse que a prefeitura precisa retomar o projeto de macrodrenagem e garantir que o período de chuvas não seja “um desastre para os moradores de Maceió”, arrematando que é gastar duas vezes trabalhar a pavimentação sem sanaear. Sobre a orla lagunar, a candidata falou que precisa uma ação, prioritária, no sentido de recuperar as famílias por meio de projetos humanitários para, em seguida, recuperar a orla e investir no turismo local.
Segunda sabatina
A segunda sabatina da manhã foi realizada com Alexandre Fleming, candidato pelo PSOL. O primeiro tema a ser abordado, por sorteio das perguntas, foi saneamento básico. Para o candidato, é um dos problemas mais graves a ser enfrentado e que requer um estudo técnico extremamente profissional na área da engenharia sanitária e a construção de uma rede de esgotos participativa. Para ele, saneamento básico não limita-se à rede de esgoto, mas também ao manejo da água potável, a coleta seletiva de lixo e um conjunto de ações que conscientizem a população. Como forma de solucionar este problema, defende que é preciso criar sete subprefeituras nas regiões administrativas da capital para, após diagnosticar os pontos vulneráveis, agir diretamente sobre eles e fazer com que a população tenha uma melhor qualidade de vida.
O candidato falou, também, da necessidade de revitalizar o centro de Maceió, atrair investimentos e desburocratizar o processo de abertura das empresas visando o desenvolvimento econômico da capital. Discorrendo sobre educação, Fleming afirmou que seu plano de governo prevê a implementação de oito escolas em regime de tempo integral; as quais deverão ter uma relação de diálogo com os pais e a comunidade para perceber as necessidades educacionais e desenvolvê-las. Para o candidato, é preciso pensar educação de forma conjunta com esporte, lazer e cultura.
Sobre o plano diretor, Fleming disse que os já existentes não foram feitos de forma democrática; por isso, haverá a necessidade de desenvolver um novo plano diretor com a participação da sociedade civil para que seja adequado à realidade de Maceió. Tratando sobre segurança pública, o candidato disse que a insegurança se instalou na capital e uma das formas do gestor municipal auxiliar seu combate é diagnosticando a real situação do contingente da guarda municipal, fazer concurso público para este cargo e buscar a sua integração com as polícias civil e militar, além de reconstruir a rede de iluminação pública e revitalizar as praças como forma de resgate do convívio público e redução da violência. “Insegurança necessariamente não se combate com policiamento ostensivo. Muitas vezes se combate com políticas públicas voltadas a outras perspectivas”, analisou.
Questionado sobre transporte público, falou que houve equívoco no modelo adotado. “A gente defende a criação dos terminais integrados, onde efetivamente teríamos um passe integral e o estudo técnico que garantisse uma distância mínima entre os terminais integrados de cada região administrativa e os pontos de ônibus que hoje estão em situação deplorável, sem abrigo para chuva e estrutura ergométrica adequada para pessoas com deficiência física. Nem mesmo as calçadas têm acessibilidade mínima. Precisamos criar outro tipo de padrão que atenda às necessidades”, disse.

7 de agosto de 2012

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