9 de agosto de 2012

Galba Novaes e Sérgio Cabral encerram série de entrevistas

Encerrando a Série de Entrevistas Eleições 2012 com os candidatos à Prefeitura de Maceió, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/AL) sabatinou, na manhã desta quinta (09/08), no auditório do Sesc Poço, os candidatos Galba Novaes (PRB) e Sérgio Cabral (PPL).
O primeiro a ser sabatinado foi Galba Novaes, que começou falando sobre meio ambiente. Em sua análise, para que haja uma valorização do espaço verde e tornar a capital mais arborizada será preciso intensificar o código de meio ambiente, fiscalizar e instruir a população, além de incentivar o plantio de novas árvores e combater o desassoreamento da lagoa.
Abordando o tema saúde, o candidato relatou que é comum ver ONGs e instituições particulares cuidando de saúde, quando por lei é obrigação do governo municipal e estadual. Segundo ele, Maceió só tem 27% de cobertura do PSF, o qual deve ser intensificado em sua gestão, pois seu plano de governo pretende alcançar 100% de cobertura. “Avançamos em obra estruturante em relação a postos de saúde, como o IB Gato Falcão e o João Macário construídos nessa administração, mas a gente precisa avançar em pessoal: no médico, no enfermeiro, no agente de saúde, no dentista, no assistente social, no psicólogo”, analisou.
Em suas colocações sobre saneamento básico, fez um apelo para que o Estado viabilize, de fato, o projeto da macrodrenagem que “tem enterrando R$ 60 milhões de reais”. De acordo com o candidato, existe dinheiro para realizar pavimentações, mas as obras não são feitas porque esbarram na ausência de áreas para a drenagem da água; situação que se agrava pelo hábito da população colocar seus dejetos abertamente na rua.
Criticando o costume de alguns políticos de não darem importância ao saneamento por ser uma obra que não aparece e privilegiarem “obras de fachada”. “Saneamento básico é prioridade. Faço, de novo, o apelo para que o governo cuide da macrodrenagem, faça microdrenagem do tabuleiro para cuidar das águas pluviais. Não comece a impermeabilizar o solo para que as águas não invadam as casas das pessoas”, enfatizou, acrescentando que o funcionalismo municipal é muito preparado, com técnicos que podem desenvolver uma política de saneamento básico diante da demanda da população, principalmente na periferia.
Para o candidato, no quesito educação, a capital alagoana terá “a política de educação mais avançada do país”, uma vez que 40% do orçamento do município serão aplicados neste setor. Isso representa 15% a mais do percentual mínimo exigido por lei, que é 25%. Explicando o fato de investir quase metade do orçamento em educação, mencionou o município de Pato Branco-PR, onde o prefeito à época, Alcenir Guerra, aplicou este percentual na educação em tempo integral não apenas a evasão escolar como também reduziu os índices de criminalidade.
Quando indagado sobre transporte, disse que é preciso diminuir o número de ônibus, pois o que está atrapalhando a sociedade é a velocidade, lembrando que há a necessidade de construir um corredor de transporte exclusivo para ônibus, a construção de ciclovias e estabelecer giros de quadra, acabando com os retornos na Fernandes Lima.
Questionado sobre os planos para a área de esporte, o candidato lembrou a existência da Vila Olímpica, no Vilage Campestre, mas disse que é um espaço físico inexplorado, havendo a necessidade de traçar projetos específicos para incentivar a prática de esporte pelas crianças, tanto na vila quanto em outros locais. Falou sobre a importância do apoio estadual e federal, relembrando que o atual ministro do Esporte é o alagoano Aldo Rebelo.
Segunda sabatina
Dando continuidade às sabatinas, o segundo entrevistado foi Sérgio Cabral (PPL), que iniciou falando sobre a importância do plano diretor e lamentou que a classe política não tem se valido deste instrumento, ferramenta importante para o desenvolvimento da saúde, do turismo e do saneamento básico, entre outras questões urbanas. Para ele, será preciso revisar o plano diretor atual para adequá-lo às necessidades da capital.
Respondendo à indagação se há, em seu plano de governo, projeto na área psicossocial, o candidato ressaltou o papel do conselho tutelar neste processo e mencionou as dificuldades enfrentadas pelas pessoas de baixa renda, que necessitam trabalhar e acabam sem dar a devida atenção às crianças. Na visão do candidato, vem sendo executadas medidas paliativas quando é preciso desenvolver um trabalho de monitoramento e uma maior atuação da guarda municipal, que passaria a executar um serviço de inteligência em parceria com as polícias civil e militar.
Falando se há projetos na área de saneamento, disse que “saneamento é coisa primária”, pois reflete também na saúde. Para ele, a capital encontra-se num processo de defasagem, necessitando desenvolver um estudo e consequente projeto para sanar estes problemas. No entanto, o candidato falou que o orçamento municipal não tem condições de arcar com contrapartidas ou de resolver este problema sem antes repensar a própria dotação orçamentária.
Indagado sobre a segurança nas escolas, o candidato falou, primeiro, da necessidade de implantar ensino em tempo integral e de equipar as escolas para desempenhar esse papel, engajando educação, lazer e esporte. Quanto à segurança patrimonial, o candidato disse que é preciso instituir monitoramentos e readequar a guarda municipal.
Aberta a palavra ao público, o candidato foi questionado sobre o que o credencia enquanto candidato, no que respondeu falando de sua honestidade e a defesa do interesse do povo. Segundo ele, educação e saúde serão prioridades em seu governo. No tocante à educação, criticou as filas formadas durante a madrugada nos períodos de matrícula e a redução nas vagas, pois “na escola tem 70% das vagas porque 30% vão ficar no gabinete para poder fazer a barganha política. Isso é um absurdo, mas existe. Não to dizendo que seja o gabinete do prefeito, são gabinetes; todos. Isso acontece também na saúde”, criticou.
Sobre os problemas de trânsito e transporte, Cabral afirmou que há ausências de corredores de transporte e que a capital necessita de terminais de integração, sugerindo que um deles seja realizado na área do mercado público e que haja elevadores interligando as regiões baixas a altas. Abordou, também, a necessidade de licitação na área.

9 de agosto de 2012

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