6 de agosto de 2012

Fecomércio inicia entrevistas com os candidatos à Prefeitura

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL) deu início, nesta segunda, à série de entrevistas com os candidatos à prefeitura de Maceió. Durante a manhã, os candidatos Jeferson Morais (DEM) e Rosinha da Adefal (PTdoB) responderam perguntas da entidade, da imprensa e da sociedade em geral.
Na abertura do evento, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IEFPD, Wilton Malta, reafirmou o compromisso democrático da entidade em abrir espaço para que os setores do comércio de bens, serviços e turismo e a sociedade em geral possam conhecer os projetos dos candidatos ao pleito municipal.
Entrevistas
O primeiro a ser sabatinado foi Jeferson Morais (DEM). Durante a entrevista, falando sobre segurança pública, o candidato lamentou o fato de que a capital alagoana atingiu números absurdos no quesito violência no Brasil. “Nós temos um problema seriíssimo que é a violência impulsionada pelas drogas, hoje, notadamente o crack. Em Maceió, percebemos que não há por parte do município uma parceria com o Estado. Apesar dessa crescente violência na capital, não houve despertar da administração municipal para o problema. Pretendemos e vamos colocar em prática a valorização da guarda municipal como um mecanismo de parceria muito importante com o governo do Estado. A guarda deve ser melhorada, organizada e equipada para que possamos oferecer segurança”, destacou.
Outro assunto abordado nas perguntas foi o saneamento básico. Mais uma vez, o candidato defendeu a parceria como forma de buscar soluções para o problema. Jeferson afirmou ter projeto voltado ao saneamento, lembrando que é um problema que afeta desde a área nobre até a periferia, principalmente na região do Tabuleiro dos Martins e Benedito Bentes, onde há grande expansão imobiliária.
Quando questionado sobre a diferença entre o que seria a gestão Morais e o que é a gestão Almeida, Jeferson falou que “não poderia cobrar dele [prefeito] 100% de acerto” e mencionou que, à época em que trabalhava como repórter, recebeu várias reclamações, entre elas de empresários sobre o abandono do comércio. “A guarda municipal não cumpre seu papel no centro de Maceió. Se não consegue cumprir o seu papel no centro de Maceió, imagine na periferia. Então são esses equívocos, que creio que não sejam propositais, é que nós estamos elaborando nosso plano de governo e não iremos repeti-los. Iremos sim avançar”, criticou. O candidato ainda respondeu a perguntas na área de saúde, transporte público, meio ambiente e convívio urbano.
A segunda entrevista da série teve como convidada Rosinha da Adefal (PTdoB). A primeira pergunta sorteada abordou o tema saúde. De acordo com a candidata, o problema da saúde é um problema de gestão que “vem se prolongando há várias gestões ao longo do tempo. É costume a gente pensar a saúde como a cura da doença. Se a gente pensar na saúde como prevenção e fizer um investimento inicialmente em prevenção, com certeza gastaremos muito menos com as unidades de saúde, que hoje estão sucateadas e que precisam ser humanizadas com relação ao funcionalismo, que precisa ser mais valorizado profissionalmente e em termos de salários. Eu fui gestora da Adefal por dois anos e posso dizer seguramente que o SUS dá certo”, falou, complementando que como medida emergencial Maceió precisa de um hospital municipal e de instalação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS).
Para a Rosinha, outro fator de auxílio à saúde é o investimento em saneamento básico. Neste quesito, a candidata criticou a ausência de discussão da administração municipal em torno do plano diretor. “Temos uma capital que está crescendo desordenadamente, que não discute o plano diretor há quase meia década, que tem uma possibilidade de expansão enorme, de crescimento acelerado e a gente não consegue parar para discutir o plano diretor; planejar desde o saneamento básico até as grandes construções de nossa cidade. O plano diretor é o melhor mecanismo para a administração pública”, analisou.
Falando cobre convívio urbano, a candidata ressaltou a necessidade de se investir nos espaços públicos que hoje se encontram abandonados. Para ela, deve haver investimento nesta área no tocante à revitalização o que, via de conseqüência, gerará redução da criminalidade ao proporcionar opções de lazer e ocupação aos jovens. “Outro problema do convívio urbano é a questão da mobilidade e do transporte. Precisamos implementar a questão da pavimentação das ruas, principalmente na periferia de nossa cidade. Precisamos tirar, definitivamente, as pessoas da lama”, disse. A candidata ainda respondeu a questionamentos na área de segurança pública, mobilidade, esporte, turismo e concurso público.
Sobre a área da educação, os dois candidatos afirmaram ter a intenção de desenvolver a educação por meio de projetos que viabilizem escolas em tempo integral, bem como investir em creches. O objetivo é fazer com que as crianças saiam das ruas e se envolvam em atividades produtivas, como música, esportes e outras; desta forma, evitando que essas crianças tenham contato com drogas e outros tipos de violência.
A Série de Entrevistas – Eleições 2012 acontece até o dia 09. Amanhã serão sabatinados Nadja Baía (PPS) e Alexandre Fleming (PSOL); na quarta, dia 08, Rui Palmeira (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT); já na quinta é a vez de Galba Novaes (PRB), seguido de Sérgio Cabral (PPL). As entrevistas começam às 9h00, no auditório do Sesc Poço.

6 de agosto de 2012

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