20 de julho de 2012

Nível de endividamento do consumidor de Maceió volta a cair

O nível de endividamento do consumidor da capital alagoana teve nova redução. A constatação foi feita pela pesquisa do Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD) da Fecomércio-AL, realizada em parceria com o Banco do Nordeste.
Em julho, o percentual de consumidores endividados em Maceió voltou a cair, ficando na casa de 64% dos entrevistados (índice semelhante ao de maio passado). Com esse resultado a média para o ano de consumidores maceioense com algum tipo de dívida é de 71,8%, bem menor do que a registrada que em 2010 (82,7%) e em 2011 (79,8%).
O percentual de consumidores da capital que possui dívidas em atraso também recuou, saindo de 28,1% registrado no mês de junho para 24,1% em julho. Da mesma forma, houve recuo no percentual de comprometimento da renda familiar reservada ao pagamento de dívidas, registrando a segunda queda consecutiva. Em julho, esse percentual alcançou 43,8% e, no ano, a média registra 43,1%. Esse resultado ainda é preocupante, pois denota uma elevada dependência do consumidor em gastos com dívidas, quando se considera o percentual de 30% da renda familiar como limite para esse tipo de despesa.
Entretanto, o nível de inadimplência na capital alagoana é considerado baixo em relação ao registrado para o Brasil. Apesar de em julho ter ocorrido uma elevação nesse índice para 5%, contra 3,7 do mês anterior, ainda fica aquém dos 8,9% registrado para o restante do país. Para o consultor econômico da Fecomércio/AL e professor de economia da UFAL, Fábio Guedes, os dados da pesquisa demonstram uma situação muito confortável para o consumidor maceioense.
Ainda para o economista, “a linha de tendência é a diminuição do nível de endividamento ou mesmo sua permanência numa média de 70% para o ano de 2012; diminuição dos níveis e contas em atraso; redução do nível de comprometimento da renda familiar com despesas com dívidas e uma taxa de inadimplência média anual em patamares inferiores ao resultado para o Brasil”.
Com a sistemática redução dos juros básicos no Brasil a tendência de diminuição dos custos financeiros também deve sofrer redução, permitindo que as famílias contraiam mais dívidas; porém, de perfil mais barato para não pressionar os orçamentos domésticos.
Os cartões de crédito continuam liderando o maior percentual de consumidores endividados (64,5%), seguidos dos financiamentos (34,4%), empréstimo pessoal (14,1%). As dívidas através do uso dos créditos dos cheques especiais voltaram a crescer, passando de 2,5% em junho para 8,1 % em julho, chegando a superar as dívidas com carnês de lojas (7,4%) e cheques pré-datados (5,3%).
No mês de análise, os gastos com alimentação lideraram os motivos de endividamento do consumidor maceioense com 21,6% dos entrevistados. Em seguida vem aluguel residencial (19%), vestuário (15,4%), educação (14,6%), eletroeletrônicos (12,4%), móveis residenciais e reforma residencial (11,8%), eletrodomésticos (11,5%), seguros (9,6%) e tratamento de saúde (8%). A principal causa para elevação dos níveis de endividamento, segundo os entrevistados, é o desequilíbrio financeiro (60,2%).
O valor das dívidas entre R$ 500,00 e R$ 2.000,00 caiu de 64,6%, em maio, para 58,6%, em julho. As dívidas compreendidas entre os valores R$ 2.001,00 e R$ 5.000,00 perfazem 18,7% do total e mais de R$ 5.000,00 22,1%.
Na análise do consultor econômico, “a pesquisa demonstra que ao contrário do que foi apontado pela mídia nacional e local – colocando a capital alagoana como uma das mais endividadas do país segundo o comportamento do consumidor-, para 2012 a tendência é de diminuição acelerada deste nível. A pesquisa divulgada pela FECOMÉRCIO-SP trabalhou com dados para os anos de 2010 e 2011. Entretanto, as pesquisas da FECOMÉRCIO-AL para o ano de 2012 apontam uma reversão da dinâmica de endividamento do consumidor maceioense”.
As pesquisas da Fecomércio/AL e da Fecomércio/SP estão disponíveis no site http://www.fecomercio-al.com.br/ifepd/

20 de julho de 2012

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