21 de junho de 2012

Intenção de Consumo das Famílias (ICF) sobe 3,4% em junho, antes mesmo mês de 2011

A evolução favorável da massa salarial e as medidas de incentivo ao consumo são as principais razões para a elevação do otimismo das famílias. Na comparação mensal, ICF teve queda de 0,7%.
A intenção de consumo das famílias brasileiras registrou alta de 3,4% em junho, na comparação com igual período de 2011, e queda de 0,7% em relação ao mês passado. O indicador ficou em 135,3 pontos e mostra duas situações: por um lado, a lenta recuperação da demanda doméstica e o alto nível de endividamento vêm impedindo uma escalada mais forte da disposição do consumo; por outro, a continuidade do aumento real da massa salarial e da baixa taxa de desemprego ainda sustentam a confiança das famílias num patamar superior em relação ao mesmo período do ano passado.

“Na comparação mensal, os componentes relacionados ao consumo foram os únicos a apresentar variação positiva. As famílias se mostraram mais dispostas a elevar seus níveis de consumo atual e de bens duráveis, em relação ao mês anterior. O otimismo se deu não só pela manutenção do crescimento real da massa salarial como também os estímulos que vem sendo dados para reaquecer a economia. No entanto, o comprometimento da renda com gastos ainda impede maior comprometimento com gastos por parte das famílias, inibindo um crescimento mais forte da intenção de consumo”, afirma o economista Bruno Fernandes. Na comparação anual, a intenção de consumo das famílias mais uma vez apresentou variação positiva (+3,4%), puxada tanto pelo otimismo em relação ao mercado de trabalho quanto ao consumo.

A análise técnica feita pelo Departamento Econômico da CNC e os gráficos do ICF estão disponíveis na Central do Conhecimento, no site da CNC.

21 de junho de 2012

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