14 de junho de 2012

Elevação do endividamento do consumidor em junho interrompe ciclo de queda em Maceió

A pesquisa do Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD), em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), aponta que percentual de consumidores endividamento em Maceió voltou a crescer em junho (70,7%). Efeito semelhante aconteceu com o nível de consumidores que possuem dívidas em atraso, que passou de 24,6%, em maio, para 28,1%, em junho.
Uma boa notícia diagnosticada pela pesquisa é que o percentual da renda familiar comprometida com pagamento de dividas voltou a cair registrando um percentual de 44,6%, em junho, ante 46,4% registrado em maio. Segundo o consultor econômico da Fecomércio e professor de Economia da Ufal, Fábio Guedes, o mais importante, entretanto, é que a taxa de inadimplência do consumidor da capital alagoana também caiu e registra um dos mais baixos níveis da economia brasileira, 3,7%.

Para Fábio Guedes, uma explicação possível da elevação do nível de endividamento está associada às compras realizadas no Dia das Mães. “O que pode ter permitido que o consumidor tenha aumentado sua exposição a novos compromissos futuros”, afirma.
De acordo com o consultor, a tendência é que o consumidor continue se endividando nos próximos meses em razão das novas medidas de redução dos impostos por parte do governo para estimular algumas atividades econômicas e as vendas. “Por outro lado, esse cenário de possível crescimento do consumo será com taxas de juros bem menores, o que diminui os encargos financeiros das dívidas e não pressiona o orçamento doméstico, como estava acontecendo ano passado”, ressalta.
A pesquisa da Fecomércio indica que os cartões de crédito lideram o maior percentual de consumidores endividados (59,2%). Seguido dos financiamentos (40,6%), empréstimo pessoal (9,4%), carnês de lojas (7,5%). O uso de cheque especial como elemento de criação de dívidas tem caído sistematicamente. Em março, 8,9% dos consumidores possuíam dívidas por meio desta modalidade. Em abril, 4,8%; em maio, 3,3% e agora, em junho, apenas 2,5%.
No mês de análise, os gastos com educação lideraram os motivos de endividamento do consumidor maceioense com 11,7% dos entrevistados. Em seguida, alimentação (10,5%), aluguel residencial (10,1%), vestuário (19,7%), eletrodomésticos (8,5%), móveis residenciais e reforma residencial (7,6%), seguros (7,3%), tratamento de saúde (6,1%) e eletroeletrônicos (5,6%). A principal causa para elevação dos níveis de endividamento, segundo os entrevistados, é o desequilíbrio financeiro (49,9%).
O valor das dívidas entre R$ 500 e R$ 2 mil aumentou de 51,2%, em maio, para 64,6%, em junho. As dívidas compreendidas entre os valores R$ 2.001,00 e R$ 5 mil perfazem 12,3% do total e mais de R$ 5 mil, 23,2%.
A pesquisa sobre o endividamento do consumidor da capital alagoana aponta para acréscimo do nível de endividamento do consumidor da capital. Entretanto, os níveis de comprometimento da renda com dívidas estão caindo e a taxa de inadimplência também. “As perspectivas, considerando a redução da taxa de juros ao consumidor no Brasil, inflação sob controle, aumento do crédito e controle financeiro dos consumidores, continuam sendo muito favoráveis para o comércio alagoano nos próximos meses”, observa o consultor.
A pesquisa completa está disponível para consulta no endereço www.fecomercio-al.com.br/ifepd/

14 de junho de 2012

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