27 de junho de 2012

Alagoas implanta programa piloto de combate à violência

Alagoas ganhou, na manhã desta quarta-feira (27), um forte aliado no combate à violência: foi implementado pelos governos estadual e federal o programa nacional de segurança pública Brasil Mais Seguro. A assinatura do acordo de cooperação aconteceu em solenidade oficial no Teatro Gustavo Leite e contou com o apoio da classe política e de entidades representativas dos setores do comércio, da indústria e da sociedade civil.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL), Wilton Malta, esteve presente no evento, considerado um marco no combate à violência ao apresentar medidas mais enérgicas num momento de grande insegurança tanto para a população quanto para o setor do comércio, que vêm sofrendo com constantes assaltos, roubos, latrocínios e outras modalidades de crimes.

Além de membros do Estado e autoridades alagoanas, a cerimônia de lançamento contou com a participação de atores integrantes do Movimentos Humanos Direitos (MHuD), como Marcos Frota, Osmar Prado, Elisângela Vergueiro e Sérgio Marone. Ressaltando a importância de políticas de acolhimento, o ator Osmar Prado afirmou que “projeto como esse só pode ser bem sucedido se for acompanhado de políticas públicas de acolhimento, com ações de educação e saúde. Não há possibilidade de sucesso em Alagoas ou no País se não houver esse acolhimento nos bolsões da pobreza nas periferias com jovens sem futuro que são levados ao tráfico”.

Brasil Mais Seguro
A iniciativa dos governos visa diminuir a criminalidade no Estado, escolhido para a implantação do programa piloto devido aos altos índices de violência. O ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, explicou que o critério adotado para a seleção de Alagoas foi meramente objetivo. “Por que escolher Alagoas se somos PT e o governador é PSDB? Porque, infelizmente, é o estado mais violento do País. A escolha foi feita pela presidenta Dilma Rousseff, que considerou o alto índice de homicídios, chegando a mais de 65 para cada 100 mil habitantes”, afirmou o ministro, acrescentando que não basta a união dos governos federal e estadual, mas sim a união da classe política e dos poderes.

O governador Teotônio Vilela ressaltou que, entre1999 e 2006, a área de segurança pública foi gradativamente sucateada, chegando, inclusive, a ter quebra de hierarquia militar. Paralelamente, houve o avanço do tráfico de drogas, agravando ainda mais a violência. “Tornou-se imperativo juntar forças para combater a violência. Alagoas é o estado que lidera a criminalidade. Criamos a ambiência necessária para que o programa possa dar certo e as medidas aqui executadas sejam exemplos para o Brasil. Iremos dar o máximo por esse plano para que seja bem sucedido”, enfatizou.

Entre as ações planejadas na execução do programa estão: realização de concursos públicos para a polícia civil (delegado, escrivão e agente), polícia militar (praças) e para a área de perícia técnica (peritos, médicos legistas, odonto-legista, entre outros); criação do Departamento de Homicídios; implantação de sistemas de videomonitoramento; capacitação do pessoal do policiamento ostensivo e da polícia judiciária, entre outras. Ao todo serão investidos, ainda em 2012, R$ 25 milhões do governo federal e outros R$ 18 milhões do Estado em equipamentos de segurança.

27 de junho de 2012

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